Terminou finalmente o seminário de alto-nível que estivemos a organizar em conjunto com o governo para discutir modelos de colecta, gestão e aplicação de rendimentos derivados da exploração recursos minerais. Estamos a falar concretamente do Carvão e do Gás.
É extraordinário compreender o quanto se experimentou e se conhece sobre esta temática e mesmo assim, a quantidade de más experiências que ainda se verificam. Independentemente da latitude, da temperatura, da cor e de tudo mais, é evidente a ironia de nada ser tão paradoxalmente complexo do que gerir a bonança!
Como se algo mais necessário fosse, fica evidente a intrínseca natureza não benevolente do ser humano. Fica igualmente atestada uma das suas grandes qualidades, a de aprender e passar o conhecimento...
Agora vou meter-me na cama para ver se encontro umas horas que perdi algures por ali!...
Musica, adereços, imagens, memórias e reflexões... novos, velhos e usados... aqui se encontra de tudo para apreciar, vender, troca directa e ocasional oferta!
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Turbo-omolete
Para aqueles que dizem que não se fazem omeletes sem (ou quase) ovos... O Café Sol mostra o contrario!
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sábado, 15 de outubro de 2011
Veraneantes
A primeira vitima desta mudança de latitudes... foi o Outono. Para mim estava ele ainda a despontar calorosamente e foi subitamente amputado e substituído por algo que ainda estou a tentar perceber.
Dizem os antigos* que os Portugueses surgem logo a seguir aos Ingleses no ranking dos povos que mais falam sobre o tempo. Parece naturalmente temática menor. O Homem é por excelência um ser adaptável. Conseguimos nos adaptar a tudo, ou quase tudo. Sobre a adaptação emocional haveria muito que falar... mas na adaptação ao meio exterior, somos exímios. Assim... debater como está o tempo, pode parecer redundante. Mais ainda em geografias onde os ambientes controlados e devidamente ambientalizados nos retiram essa dimensão. É possível sair da cama e chegar a secretária de trabalho no edifício de escritórios, sem na realidade ter respirado o ar, frio, húmido... livre. Tudo muito controlado e asséptico.
Para mim isto é impossível. Gosto de sentir o meio, e gosto de sentir o tempo a mudar. Um pouco como a natureza. Ou noutro ponto de vista, é a minha natureza. É por isso uma temática recorrente aqui na loja. Muito gosto eu de falar sobre o tempo e a meteorologia com os fregueses!
Aqui o clima é semi-tropical. Li, e tomei as referências. Mas ainda me falta compreender... sentir e absorver pela pele. Chove e troveja, e no entanto está calor. Este conceito de chuva quente é estranho. De repente... percebo que ninguém liga muito à Chuva. É tida como passageira, refrescante. Não há aqui espaço para a chuva fria que nos molha até gelar o coração. Ficou seca de sentido. O resultado são assim Verões constantes, com nuances tépidas... que produzem eternos veraneantes.
O cúmulo será o veraneo natalício. Estou ansioso por ver o velhote de shorts vermelhos!
Cada coisa a seu tempo... e agora o tempo é de Outono... e saudoso fico dos seus cheiros e sabores. E do frio claro está!
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domingo, 9 de outubro de 2011
Rugby
Aos domingos à tarde, no meio da sonolência digestiva dos comeres maternais, surgia na televisão aqueles jogos de um desporto que pouco sabia sobre... era Rugby. Foi assim que aprendi as regras basilares do desporto. Espantava-me o contraste entre a dureza física dos embates e a parcimónia ao desfazer dos reboliços, mas sobretudo o que me fascinava era o épico confronto das nações. Para mim rugby era sinónimo de Torneio das Seis Nações... o que para uma criança seria o mais perto que podia almejar a ver reais batalhas medievais. Existia ali algo de raro num mundo desencantado pós-modernista dos 80s.... honra, suor e sangue. E muito poucas lágrimas...
Em Portugal o Rugby nunca passou das elites para a burguesia, muito menos para o povo. Também por isso não sou versado no tema, nem sequer arrisco opiniões técnicas. Podia referir pequenos grandes pormenores como o facto das camisolas não terem nomes, mas isso não impedir a existência de lendas, vivas e mortas. Ou o facto de se vencer o jogo correndo para a frente, mas só se puder passar a bola para trás, para os que estão sempre atrás de ti para te apoiar. No entanto, deixo-me ficar pelas fortes impressões que o desporto me causa... Equipa, Esforço, Força, Inteligência, Respeito, Ambição, Solidariedade, Emoção, e Sangue... simplesmente não encontro paralelo no mundo do Desporto. Na verdade... isto é muito mais do que desporto, é um quadro anacrónico do que já foi, e hoje claramente o mundo não é.
Acabei por ponderar que gostaria de proporcionar a um filho uma inclusão num meio assim. Vontade apenas refreada pela percepção da dureza física do desporto. Estes homens, ou estes guerreiros como usualmente são apelidados por comentadores, embatem-se corpo a corpo, pisam-se, empurram-se, esmagam-se consecutivamente durante 80 minutos... Não há cavalheirismo e parcimónia que consiga poupar o corpo a isto. Gostava de perceber um dia como ficam eles depois de uma carreira de competição. Certo é que as prima-donas do futebol não resistiriam a 5 minutos disto. E é por isso que hoje levanto-me de madrugada, para assistir ao que de melhor se faz disto no mundo.
O Seis Nações continua a ser uma referência, mas o mundo medieval europeu teve o seu apogeu há muito e actualmente é o Sul emergente que tem levado a coroa do mundo. Talvez sejam estes ares a sul do Trópico de Capricórnio que me influenciam, ou então é mesmo uma tendência Lusitania, mas é com estas orgulhosas forças elementares da natureza que eu me identifico. Particularmente os da África Austral... com as suas mesclas de raças, qualidade e brutalidade. É uma nação estranha... mas que se entranha. Fica aqui também uma referência aos nossos Lobos, a nossa equipa lusa que na sua aparição isolada no último campeonato, mostrou que Lusos ainda sabem bater-se por algo.
Eu sei que o desporto tem mudado. Que provavelmente até o rugby irá sucumbir as vicissitudes das profissionalizações e do mundo competitivo de hoje. Mas até lá, perco alegremente horas de sono para vibrar com estes guerreiros do mundo moderno.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Monkey
*Macacos da Neve, banhando-se nas quentes águas vulcânicas do Jigokudani natural park. Se dúvidas houvesse, fica claro de onde provim...
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Gasóleo
Inusitado. Em boa verdade tudo não demorou mais de meia hora. Mas esta foi a primeira vez que o meu carro foi locomovido à força de braços dos serviços secretos de um país. O meu dossier engorda de dia para dia!
Ah... como eu pagaria para o poder ler quando sair daqui. Aposto que deve ser melhor que o meu blog!
Ah... como eu pagaria para o poder ler quando sair daqui. Aposto que deve ser melhor que o meu blog!
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sábado, 23 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Mundial
Mais um dos meus detalhes de deslumbradozinho: o meu gosto por grandes eventos. Os Jogos Olimpicos, os campeonatos de futebol, as grandes exposições... são eventos que marcam tempos de excepção. Alturas em que se fazem dispendiosos e exagerados investimentos, onde os deficits estatais produzem estruturas e actividades extraordinárias que depois alimentam a alegria do povo. São versões modernas do Coliseu providenciando o espectáculo que entretém o povo e o faz esquecer momentaneamente da sua vidinha.
E portanto é apenas nos momentos em que fico deslumbradozinho que tudo esqueço e pouco disfarçadamente alinho pela falange dos que aplaudem a vontade de superar, de criar o imaginado, de se entregar à euforia da festa... a viver tempos de excepção. Talvez a razão desta tentação esteja precisamente nesta ultima parte: viver o que raramente se vive. Ainda que artificialmente criado, a verdade é que estas alturas são genuinamente diferentes. Tudo promovido por custos que se pretendem faraónicos... já que sem eles, os faraós, não teríamos as pirâmides!
Não posso esquecer os tempos do Euro 2004 no Porto. Na altura fui um credível céptico que acabou rendido à contagiante alegria e verdadeira festa que todos os dias enchia a cidade de um colorido nunca visto. Naquela altura pouco interessa os deficits e os desvios... vive-se algo diferente, inédito, e irreplicável. O mesmo se viveu com a Expo 98. E certamente o mesmo se viverá no Mundial 2010.
Por desvios da vida, parece-me que os astros se alinham a proporcionar-me finalmente a oportunidade de assistir a um Mundial de Futebol. Não vou naturalmente pelo futebol... vou porque sei que serão momentos inesquecíveis. Algo que vou poder guardar e contar.
Mas naturalmente, eu vou ao Mundial 2010 na África do Sul..... se tiver bilhetes!
Portanto fica aqui o repto, bilhetes... precisam-se!
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Vikings
Para um Latino (que podia ser romano)... eles são desconcertantes. Quanto maior o convívio... mais acho que os Gauleses estavam errados. Os malucos não são os Romanos... os malucos são eles!
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domingo, 22 de novembro de 2009
Gripe
Pessoas conscientes e bem formadas são propensas ao uso de riscos calculados. Já aqui falei dos riscos calculados e como eles são perigosamente enganadores.
Esta história toda da gripe A é um embuste. Não encontro outra palavra e repito... Embuste! Não há outra forma de explicar o empolamento de tudo isto que não seja por motivações politicas e económicas. Não vou perder muito tempo com a argumentação deste meu ponto de vista... simplesmente é assim. E tanto é assim que aos poucos por todo este mundo as pessoas vão sendo infectadas, ficam doentes, têm febres altas, (nem sempre) tomam o anti-vírico da moda e... milagre... ficam sãs novamente!
É o que acontece no fundo com todas as gripes, que já agora provocam mais vitimas mortais por ano do que a H1N1. Claro que há grupos de risco e claro que precauções devem ser tomadas... da mesma maneira que não ando a lamber copos de desconhecidos ou a limpar-me a lenços de constipados!
No entanto, toda esta racionalidade, toda a boa formação e lucidez informada que gosto de apregoar... conduz a alguns riscos calculados. É sempre bom ver se somos realmente aquilo que dizemos, ou se somos apenas feitos de palavras que o vento leva.
Seria uma questão de tempo... porque no fundo é inevitável que, se pelo menos não for infectado, alguém muito próximo será! E é assim que alguém muito próximo comunica assustado que está... gripado! De repente, todo o meu cinismo desvanecesse na preocupação sincera por quem gosto. O primeiro instinto é accionar tudo o que for preciso para uma missão de salvamento aos confins do mundo. Claro que, no fundo... é apenas uma gripe, certo?
É aqui que somos forçados a olhar no espelho. Se acreditamos realmente no que dizemos, então controlamos a ansiedade, socorremos-nos da racionalidade e procuramos a calma das nossas certezas. É o tal risco calculado de eventualmente a realidade não ser exactamente como consideramos ou que afinal aquela percentagem reduzida de mortalidade do vírus, aplica-se apenas... aos outros!
O caso adensa ainda mais quando a perspectiva é de que estejamos também infectados. Fazer contas a períodos de incubação, procurar o "antidoto" para o vírus algo desconhecido que suspeitamos poder ter... é um bom teste ao cinismo pragmático de auto-proclamadas mentes iluminadas.
No final, o infectado fica são, e parece que o vírus não passou as minhas muralhas... ainda! Porque é bom manter uma certa dose de elucidado cinismo...
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Sapatos
...negros, gastos, vincados. Cada marca neles foi um passo mal dado, um atropelo de um tacão, um enlace demasiado rápido que uma ponta solta arranhou. São uns ineptos com o seu tacão inverosímil de formato em cunha ao melhor estilo Noir da década de 50... não me perdoam o menor erro de hesitação no apoio. A sola vidrada não se adequa a qualquer pavimento e o couro amolecido há muito que já não abraça o pé com a mesma firmeza.
Praticamente dois anos sem sentirem o calor dentro deles. Frios esmorecidos quedavam-se pela prateleira onde apenas se ouvia o eco de tangos passados chorado dentro deles.
E no entanto... hoje ali estavam eles, velhos veteranos prontos a enxovalhar qualquer gaiato, ostentavam orgulhosos as suas marcas dissipando as dúvidas de que ali... ali dançava-se o Tango!
Voltar à milonga foi dificil... mas a isto volto depois. O que fica desta noite é que... hoje, naquele salão perdido na noite africana, os meus velhos sapatos... por momentos voltaram a ser Reis!
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